terça-feira, 11 de novembro de 2014

AS MULHERES E SEU PAPEL NO ENFRENTAMENTO DA FOME, POBREZA, EXPLORAÇÃO E VIOLÊNCIA.


Somos mulheres, isso já é um fato, ponto e basta.

Temos lido e ouvido muito sobre as condições inferiores a que as mulheres são 

submetidas, sobre como são tratadas de forma desigual no trabalho e como 

ainda são marginalizadas pela sociedade quando tomam a decisão de 

abandonar tudo e cuidar da sua vida.

A grande maioria das discussões enfatiza a nossa inferioridade, numa tentativa 

de fazer-nos sair do ostracismo, tomarmos a rédea da situação e mudarmos o 

curso da nossa história. No entanto, após o termino da leitura, ainda 

permanece o vazio, o quem sabe um dia ou ainda, ah, como seria bom.

E eu posso dizer a vocês que não precisamos de muito, precisamos apenas de 

uma verdade, absoluta, infalível de que se quisermos ser donas do nosso 

destino, temos um Pai amoroso que ouve nosso clamor e sara as nossas 

feridas. No evangelho de João, Jesus declara: “Eu vim para que tenham a vida 

e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Essa é a verdade absoluta: vida em abundância.

Não é abundante até que cessem as chuvas e venha o verão quente, de sol 

causticante, que seca os rios. Não há previsão de estiagem, de sede e de 

fome. É abundante, no sentido de que, o que quer que aconteça, seja qual for a 

tribulação, não sucumbiremos, não nos abalaremos, não desesperaremos.

E se é abundante, ela transborda, afeta quem está a sua volta, “incomoda” e 

produz movimento, Se assim não for, não é abundante, e se Jesus mesmo 

declarou que teríamos vida em abundância, não tem porque dizermos o 

contrário.

Vida abundante irradia saúde, diminui as dores da pobreza material, não nos 

permite deixar ser explorada e sofrer violência. Dá-nos força para romper com 

os grilhões que nos acorrentam a uma vida de tristeza e dor.

Nos empodera e nos faz querer caminhar com outras mulheres que ainda não 

aceitaram essa verdade absoluta, que ainda se encontram escravizadas a uma 

vida negativa.

Nós, em Cristo, somos mais que vencedoras, e sendo assim, precisamos dar

testemunho do agir solidário de Jesus.

Nesse contexto, convido a todas a refletirem sobre a nossa presença e atuação 

cristã frente aos conflitos humanos tão presentes no nosso dia a dia, na 

perspectiva de viabilizar transformações.

Deus não quer que sejamos arvores secas, mas sim que demos frutos e cuja 

folhagem não murcha (Salmos1).


Keila Arruda Nicolau Valente
Secretária Distrital da Federação Metodista de Mulheres da 5ª Região - Distrito de Piracicaba

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