O Piracicabano é o povo do r arrastado, do “arco, tarco, verva”, do “puro creme do milho verde”, do “stomegado”, do cururu, de figuras como Madalena e Nho Quim, das modas de viola, das típicas festas caipiras como a Festa do Divino, do Milho Verde, da Polenta, que são realizadas em locais apropriados, sem atrapalhar o cotidiano das pessoas e nem o trânsito. Nossa cidade passa por uma mudança cultural com a chegada de pessoas de outras regiões do pais, mudança que se feita de forma democrática, só trará benefícios ao crescimento econômico. Assim as festas por nós “importadas”, precisam ser organizadas de forma a não causar incomodo aos demais cidadãos, como principio de liberdade e igualdade, pois nem todas as pessoas gostam das mesmas coisas. Em nossa cidade, no dia 07/08/2011 houve um “Desfile de Cavaleiros” cuja concentração foi no cruzamento das Avenidas 31 de março com a Luciano Guidotti. Não haveria problema algum se não fosse pelo caos no trânsito que ali se formou. Não pelos cavaleiros, mas por algumas pessoas que se interessam por esse tipo de manifestação cultural e que não respeitam o próximo, que dirigiam a menos de 20 km/hora, além de flagrar duas carroças em “alta velocidade”, virarem na contramão, colocando em risco a vida de duas crianças que estavam numa delas. Não sou contra qualquer forma de expressão cultural, mas é preciso garantir uma interação harmoniosa entre a cultura nata e a introduzida por cidadãos que escolheram nossa cidade para viver, tornando-se também caipiracicabanos, pois todos devemos participar da vida cultural que escolhemos, respeitando os direitos humanos e às liberdades fundamentais. Então qual é o problema com o Desfile de Cavaleiros? Talvez se não fosse realizado em vias de principal acesso e numa região da cidade, onde o fluxo de veículos não fosse intenso, traria maior comodidade e tranquilidade para os que prestigiam, criando assim uma nova tradição em nosso município, cuja característica é de realizar bons e grandes eventos.
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